Conflitos no Oriente Médio pressionam o preço do diesel, encarecem a cadeia produtiva e reforçam a importância de soluções energéticas nacionais, como o etanol.
O conflito no Irã e o alerta para o mercado de energia
Os ataques recentes envolvendo o Irã reacenderam a preocupação mundial com a estabilidade no Oriente Médio, região estratégica para o fornecimento global de petróleo. Isso porque qualquer risco de bloqueio em rotas importantes, como o Estreito de Ormuz, pode pressionar os preços internacionais do petróleo e afetar diretamente o custo dos combustíveis em vários países, inclusive no Brasil.
Por que isso afeta o Brasil
Embora o Brasil produza petróleo, o país ainda depende da importação de derivados, especialmente o diesel. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 43,5% dos óleos combustíveis de petróleo importados pelo Brasil vêm do Oriente Médio. Mesmo que a participação do Irã nesta relação não seja a maior, o conflito pode provocar efeitos indiretos relevantes no preço do diesel, já que o mercado internacional reage à tensão na região como um todo.
Além disso, uma parcela importante do diesel consumido no Brasil ainda vem de fora. Isso significa que, quando há guerra, instabilidade geopolítica ou ameaça de interrupção no fornecimento internacional, o país fica vulnerável. E quando o diesel sobe, não sobe só o combustível: sobe também o frete, o transporte de mercadorias, o custo da produção industrial, da operação agrícola e, no fim, o preço final de diversos produtos para empresas e consumidores.
O diesel é um dos principais motores da logística brasileira. Ele movimenta caminhões, máquinas, equipamentos e grande parte do transporte de cargas no país. Por isso, qualquer aumento no seu preço tem efeito em cadeia. Quando o combustível encarece, a distribuição fica mais cara, a produção perde competitividade e os custos se espalham por toda a economia. O resultado é pressão sobre preços, menor previsibilidade para os negócios e mais fragilidade diante de crises externas.
O etanol como solução nacional
É nesse cenário que o etanol ganha força como alternativa estratégica. Ao contrário do diesel importado, o etanol é uma commodity nacional, produzida no Brasil com cadeia produtiva já estruturada, tecnologia dominada e insumos disponíveis no próprio país. Segundo análise publicada pelo Jornal da USP, a transição energética brasileira não pode abrir mão desse combustível, justamente por seu potencial de fortalecer a segurança energética nacional e reduzir a dependência de fontes fósseis mais expostas a crises internacionais.
Além do aspecto econômico, o etanol também oferece vantagens ambientais e operacionais. Trata-se de uma solução mais limpa, renovável e alinhada à necessidade de buscar fontes de energia mais sustentáveis. Em um contexto de instabilidade internacional e aumento dos combustíveis fósseis, apostar no etanol é também apostar na previsibilidade, autonomia e fortalecimento da produção nacional.
O papel do Ecogerador na transição energética
É exatamente nesse ponto que os Ecogeradores da Liconic se tornam ainda mais relevantes. Os Ecogeradores a etanol representam uma solução prática para empresas que buscam energia com menor dependência do diesel, menor exposição às oscilações do mercado internacional e maior alinhamento com uma matriz mais limpa e nacional.
Mais do que uma alternativa energética, o ecogerador a etanol é uma resposta concreta a um problema real: a vulnerabilidade do Brasil diante de crises externas que impactam o preço dos combustíveis e toda a cadeia produtiva.
Além de incentivar a utilização de recursos internos do país, também fortalece o desenvolvimento local de soluções e tecnologias, influenciando desde pesquisas de plantio de cana-de-açúcar, beneficiamento mais eficiente (como o etanol de 2ª geração), a evolução de uma pegada de carbono cada vez mais negativa para o etanol, e por consequência, a redução do custo do etanol para utilizações finais como logística ou energia.
Conclusão
A guerra no Irã mostra como conflitos internacionais podem gerar consequências diretas para a economia brasileira. Quando o petróleo sobe e o diesel encarece, toda a cadeia de produção e logística sofre. Isso reforça a necessidade de investir em soluções produzidas no próprio país, menos vulneráveis às crises externas. Nesse contexto, o etanol se destaca como uma alternativa estratégica, sustentável e nacional. E a Liconic, com seus Ecogeradores a etanol, se posiciona como parte dessa resposta.
REFERÊNCIAS
BBC NEWS BRASIL. Título indisponível na captura fornecida. BBC News Brasil, [s. d.]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1e9wnl6g8jo. Acesso em: 17 de mar. 2026. CNN BRASIL. Alta do petróleo pode fazer Trump recuar na guerra do Irã? CNN Brasil, [s. d.]. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/alta-do-petroleo-pode-fazer-trump-recuar-na-guerra-do-ira/. Acesso em: 17 de mar. 2026. CNN BRASIL. Entenda a relação comercial do Brasil com Irã e Oriente Médio em 6 gráficos. CNN Brasil, [s. d.]. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/entenda-a-relacao-comercial-do-brasil-com-ira-e-oriente-medio-em-6-graficos/. Acesso em: 17 de mar. 2026. CNN BRASIL. Saiba os motivos que levaram os EUA e Israel a atacar o Irã. CNN Brasil, [s. d.]. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/saiba-os-motivos-que-levaram-os-eua-e-israel-a-atacar-o-ira/. Acesso em: 17 de mar. 2026. FELDMAN, Boris. Quem diria: etanol poderá substituir diesel em veículos pesados. CNN Brasil Blogs, [s. d.]. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/boris-feldman/auto/quem-diria-etanol-podera-substituir-diesel-em-veiculos-pesados/. Acesso em: 17 de mar. 2026. JORNAL DA USP. A transição energética não pode abrir mão do etanol. Jornal da USP, 10 mar. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/a-transicao-energetica-nao-pode-abrir-mao-do-etanol/. Acesso em: 17 de mar. 2026. PESSANHA, Gabriela. O Brasil importa petróleo do Irã? Exame, 10 mar. 2026. Disponível em: https://exame.com/mundo/o-brasil-importa-petroleo-do-ira/. Acesso em: 17 de mar. 2026.
A energia elétrica é o sangue vital das operações industriais. Uma interrupção pode ser mais do que um simples contratempo; pode significar a diferença entre lucro e perda catastrófica. Para a indústria alimentícia, por exemplo, uma queda de energia não é apenas uma pausa na produção, mas também uma ameaça direta à qualidade e à segurança dos alimentos, podendo resultar em perdas irreversíveis de insumos.
O Custo Real das Interrupções de Energia
Interrupções inesperadas de energia custam à indústria global bilhões anualmente. Estudos indicam que o custo médio de uma hora de inatividade em grandes indústrias varia entre $100,000 e $1,000,000. As consequências de uma parada não planejada incluem:
Perda de Produção: A cada minuto de inatividade, a produção é afetada, acumulando pedidos atrasados e custos operacionais elevados.
Dano a Equipamentos e Insumos: Algumas indústrias, como a alimentícia, podem perder lotes inteiros de produtos devido à incapacidade de manter condições de armazenamento controladas.
Perda de Reputação: A incapacidade de cumprir prazos pode prejudicar as relações com clientes e manchar a reputação da marca.
Liconic ao Resgate: Soluções de Energia Verde Confiáveis
Para mitigar esses riscos, a Liconic oferece duas soluções robustas:
Plano Standard:
Projeto Elétrico e Civil conforme normas e certificações.
Instalação especializada incluindo painéis elétricos e infraestrutura necessária.
Locação do Ecogerador® a etanol, um gerador ambientalmente responsável.
Manutenção preventiva e preditiva inclusa, garantindo operação sem preocupações.
Com o Plano Standard, o Ecogerador® garante energia em até 1 minuto após a interrupção, mantendo suas operações por mais 24 horas com energia verde.
Plano NONSTOP:
Inclui todos os benefícios do Plano Standard.
Adiciona um Banco de Baterias que atua como um “nobreakzão a etanol”, fornecendo energia imediata sem interrupção durante o chaveamento para o Ecogerador®.
Esta solução é ideal para operações que não podem tolerar nem mesmo um segundo de inatividade, assegurando uma transição suave e instantânea para a energia de backup.
Conclusão
O impacto financeiro e operacional das quedas de energia na indústria não pode ser subestimado. A Liconic entende a necessidade de uma solução de contingência energética que não só proteja contra essas perdas, mas que também alinhe-se com estratégias de sustentabilidade. Os planos Standard e NONSTOP são mais do que simples seguros contra interrupções; são compromissos com a continuidade, a qualidade e a responsabilidade ambiental. Com a Liconic, sua indústria estará sempre um passo à frente, pronta para enfrentar qualquer desafio energético com confiança e consciência ecológica.
— Equipe Liconic Technology
Quer saber mais sobre como o Ecogerador pode transformar a operação da sua indústria? Entre em contato conosco.
O compromisso da Liconic com a excelência começa com um processo de orçamento meticuloso, essencial para identificar e implementar a solução de energia de backup renovável mais adequada para a sua indústria. Nossa abordagem personalizada garante que cada aspecto da sua necessidade energética seja atendido com precisão, resultando em um sistema que não apenas alimenta suas operações, mas também sustenta o crescimento e a eficiência a longo prazo.
Introdução
A busca por soluções de energia renovável nunca foi tão crucial, e a Liconic está na vanguarda, oferecendo sistemas de backup de energia sustentáveis. Entenda como nosso processo de orçamento cuidadosamente estruturado garante que você receba a solução mais eficiente e customizada para suas necessidades.
1. Visita Técnica e Avaliação:
Entendemos que cada indústria é única. Por isso, o nosso primeiro passo é enviar uma equipe de especialistas para realizar uma visita técnica detalhada ao seu local de operações. Avaliaremos a infraestrutura existente, o tipo de maquinário em uso e suas demandas energéticas específicas. Essa avaliação nos permite criar um plano de ação sob medida, que se alinhará perfeitamente com os objetivos e capacidades operacionais da sua empresa.
2. Projeto Personalizado:
Baseados na nossa visita técnica, concebemos um projeto de implementação que abrange todas as modificações elétricas e de engenharia civil necessárias. A precisão neste planejamento é vital para assegurar que a integração do nosso sistema de backup renovável ocorra de maneira harmoniosa com a infraestrutura existente, garantindo uma transição suave e uma operação eficiente.
3. Orçamento Detalhado:
Com o projeto em mãos, oferecemos um orçamento integrado que inclui todos os custos relacionados à locação dos equipamentos, bem como a proposta de implementação. Esse orçamento detalhado fornece uma visão clara dos investimentos necessários para a modificação da planta industrial, permitindo que você tome decisões informadas com total transparência financeira.
4. Execução e Implementação:
Após a aprovação do orçamento, damos início à execução do projeto técnico e às obras necessárias. Nosso time de especialistas gerencia cada passo, desde o balanceamento de cargas até a construção dos enclausuramentos do Ecogerador®, sempre em conformidade com as normas de segurança e as certificações mais rigorosas do setor.
5. Instalação e Parada Elétrica:
A fase de instalação é cuidadosamente planejada para minimizar interrupções. Uma parada elétrica programada permite que realizemos os ajustes necessários no quadro de energia e instalemos o sistema de transferência de carga com segurança. Nosso compromisso é garantir uma instalação eficiente e uma configuração que promova a máxima segurança operacional.
6. Entrega Técnica e Demonstração:
Uma vez concluída a instalação, realizamos uma entrega técnica abrangente. Demonstramos ao responsável pela planta industrial como o sistema de backup renovável funciona e confirmamos que todos os componentes estão operando conforme o esperado, garantindo assim, sua total confiança no sistema implementado.
7. Manutenção e Gestão Contínua:
Nosso relacionamento com o cliente não termina com a instalação. Nos comprometemos a uma manutenção contínua e gestão de todos os sistemas instalados. Essa é a nossa promessa de assegurar a operação ininterrupta do Ecogerador® e manter a eficiência do seu sistema de energia de backup a longo prazo.
8. Biorecarga Automática:
Como parte do nosso serviço de locação, a Liconic oferece o exclusivo serviço de biorecarga. Nossa equipe se encarrega de reabastecer o Ecogerador® com etanol de alta qualidade, garantindo que sua energia de backup esteja sempre pronta quando você precisar. Este reabastecimento é realizado de forma automática e eficiente, minimizando qualquer interrupção em suas operações. O custo do etanol é incorporado de maneira conveniente na sua fatura mensal, assegurando transparência e controle de custos.
9. Gestão de Créditos de Carbono:
Além de fornecer energia de backup limpa e renovável, a Liconic ajuda sua empresa a avançar em suas metas de sustentabilidade por meio da gestão de créditos de carbono. Através do uso do Ecogerador®, sua indústria reduz significativamente suas emissões de carbono, o que pode resultar em créditos de carbono. Nós auxiliamos você a gerir esses créditos, que podem ser utilizados para amortizar suas emissões de gases de efeito estufa, melhorando ainda mais o perfil ambiental de sua empresa e contribuindo para uma imagem corporativa responsável e sustentável.
Conclusão
A Liconic se dedica a fornecer não apenas energia de backup, mas uma solução completa que se alinha com seus objetivos operacionais e sustentáveis. Desde a concepção até a manutenção, nosso processo de orçamento e implementação é projetado para ser transparente, eficiente e alinhado com as melhores práticas da indústria. Junte-se a nós nesta jornada para um futuro mais verde e resiliente.
— Equipe Liconic Technology
Quer saber mais sobre como o Ecogerador pode transformar a operação da sua indústria? Entre em contato conosco!
Monitore e controle o Ecogerador® da Liconic remotamente, otimizando a eficiência energética e garantindo sustentabilidade com tecnologia de ponta.
A Liconic Technology está na vanguarda do setor de energia renovável, desenvolvendo soluções inovadoras que enfrentam desafios energéticos contemporâneos e priorizam a sustentabilidade. O Ecogerador exemplifica esse compromisso ao combinar eficiência energética com o uso sustentável de recursos. Uma das características mais impressionantes do Ecogerador é sua capacidade de ser monitorado e controlado remotamente, uma funcionalidade que redefine a gestão de energia.
IoT Liconic – Hardware e Sensores
A Liconic utiliza tecnologias de Internet das Coisas (IoT) para conectar cada Ecogerador a uma central de monitoramento. Contamos com sensores que coletam dados em tempo real, incluindo:
– Temperatura do Óleo
– Nível de Combustível
– Saúde da Bateria
– Corrente de Carga
– Tensão do Gerador
– Tensão da Rede
– Horímetro
Essas informações são transmitidas instantaneamente, permitindo que a equipe de monitoramento da Liconic avalie e reaja a qualquer situação, mesmo à distância, garantindo ao cliente uma operação contínua e sem interrupções.
Plataforma Digital
A interface de usuário para o controle remoto dos Ecogeradores é intuitiva e acessível via qualquer dispositivo conectado à internet, seja ele um smartphone, tablet ou computador. Os usuários podem visualizar dashboards detalhados que exibem informações vitais sobre o desempenho do gerador, efetuar ajustes operacionais e até mesmo resolver alertas. Isso não só assegura controle total sobre a operação do gerador, mas também oferece paz de espírito, sabendo que qualquer potencial problema pode ser rapidamente identificado e corrigido.
Funcionalidades da Plataforma
– Com o monitoramento em Tempo Real: Acompanhe o desempenho do Ecogerador minuto a minuto.
– Alertas e Notificações: Receba notificações instantâneas sobre qualquer anomalia ou necessidade de manutenção.
– Gestão de Energia: Otimize a operação ajustando parâmetros diretamente pela plataforma.
– Relatórios Detalhados: Gere relatórios periódicos sobre o desempenho e a eficiência do Ecogerador.
– Histórico de Dados: Acesse o histórico completo de dados para análises e planejamento futuro.
Emissão de Créditos de Carbono
A Liconic também oferece suporte para a emissão de créditos de carbono. O cálculo de créditos é baseado na eficiência do Ecogerador e na quantidade de etanol utilizado, considerando a redução de emissões em comparação com fontes de energia tradicionais. Os clientes podem emitir tokens de carbono diretamente na blockchain através da plataforma, assegurando transparência e rastreabilidade. Esta funcionalidade está atualmente em fase alfa com alguns clientes selecionados e será lançada oficialmente em novembro de 2024.
Essa plataforma foi desenvolvida em conjunto com a FIT – Flextronics Institute of Technology em Sorocaba/SP por meio do programa OASIS do fundo do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A funcionalidade de monitoramento remoto dos Ecogeradores da Liconic não é apenas um reflexo da inovação contínua da empresa, mas também um testemunho do seu compromisso em fornecer soluções de energia eficientes e sustentáveis. A Liconic continua a liderar, mostrando que a tecnologia pode e deve avançar em harmonia com o meio ambiente. Para mais informações sobre os Ecogeradores e a tecnologia de monitoramento remoto, entre em contato para uma demonstração.
Para mais detalhes, entre em contato com nossa equipe e descubra como os Ecogeradores da Liconic podem transformar a gestão energética da sua empresa.
Postado por: Kaique Figueiredo – Head Developer – Plataforma Liconic Technology
OP 30 | Emissões dos geradores a Diesel em números e como s
Discurso sustentável com realidade suja: Qual o real número de emissões da COP 30 com os geradores a diesel, quanto custou, e quanto seria a redução de emissões e economia trocando o diesel por etanol nos geradores.
A polêmica dos geradores a diesel na COP 30 evidenciou uma verdade simples: não adianta discurso sustentável sem ações sustentáveis baseadas em dados e engenharia. Apenas “batizar” o diesel com biodiesel para publicamente dizer que é sustentável sem analisar a fundo, medir e comparar com outras alternativas, deixa claro que a real intenção é apenas mídia e não a sustentabilidade. Especialmente quando há alternativa nacional, com menor intensidade de carbono e custo total competitivo, como o etanol.
Conhecido como ‘greenwashing’, o ato de empresas e eventos publicarem suas iniciativas ditas ‘sustentáveis’ apenas para ganhar mídia é um grande problema no mercado atual. É fácil identificar quando é esse o caso por dois fatores: 1. Falta de mensuração de dados, mostrando que é mais importante falar sobre o assunto do que realmente demonstrar o quanto foi positivo a ação (e em quais métricas – CO, CO2, NOx, etc); 2. Realmente analisar e escolher alternativas mais eficientes, e investir nas melhores escolhas, mesmo que sejam mais complexas ou de mais longo prazo, e não escolher apenas o mais fácil. Isso demonstra o real objetivo, não é ser sustentável, e sim mostrar que está sendo sustentável.
Como exemplar retrato, a COP 30 demonstrou essa postura, onde era planejado utilizar biocombustível 100% renovável, o que não passou de uma linha de requisitos sem nexo na licitação. A explicação é simples, não é só ‘trocar o diesel por biodiesel’ que funciona em qualquer motor, assim como pensavam os governantes. Ou seja, decidem pela opção simples, sem noção da aplicação prática, ou do real benefício sustentável dessa opção. É simplesmente, uma escolha midiática.
Quais as reais emissões dos geradores a diesel na COP 30?
Fizemos um cálculo simulado das emissões do evento, utilizando a referência divulgada de 160 grupos de 80 kVA e um perfil de uso compatível com a operação real. Consideramos 75% de carga por gerador (equivalente a ~60 kW de potência ativa média), com 12 horas por dia ao longo de 12 dias, totalizando 120 h de operação. Nesse cenário, a energia efetivamente entregue soma 1.152.000 kWh.
Com base em fatores específicos por kWh já adotados nos nossos estudos, o comparativo é direto: no diesel, 0,45 L/kWh e 1.250 gCO₂/kWh; no etanol, 0,55 L/kWh e 1.080 gCO₂/kWh. Aplicando preços médios observados em 2025 (R$ 6,06/L para diesel e R$ 4,28/L para etanol), chegamos a um quadro objetivo do que teria acontecido se os geradores do evento fossem a etanol dedicado em ciclo Otto.
Pelos números, o diesel teria consumido cerca de 518.400 L, enquanto o etanol demandaria 633.600 L. Mesmo com maior volume em litros, o custo total com etanol seria ≈ R$ 2.711.808,00, contra ≈ R$ 3.141.504,00 no diesel, uma economia aproximada de R$ 429.696,00 trocando diesel por etanol. No âmbito ambiental, o contraste é ainda mais forte: ~1.440 tCO₂ com diesel versus ~1.244,16 tCO₂ com etanol, ou seja, ~195,84 tCO₂ a menos (redução da ordem de 65% por kWh), além de menor fumaça e odor local.
Etanol, solução real ou mais greenwashing?
Nesse ponto fica claro a importância da soberania nacional, o etanol é matriz Brasileira, isso quer dizer que temos controle não apenas dos insumos, produção e logística, mas o mais importante para o novo mercado de sustentabilidade: temos o controle das pesquisas, dos desenvolvimentos, e dos dados e métricas produzidos pelos seus resultados. Em outras palavras, esses resultados não são “mídia”, ele é uma medição, com dados técnicos e operacionais realistas.
Com o benefício da simples implementação, quando se fala de motores Otto dedicados a etanol, sem as dores recorrentes do biodiesel em equipamentos legados (compatibilidade de materiais, filtros, higroscopicidade e comportamento a frio). Além de que reduzimos a dependência de importação, mantendo todo o valor valor da cadeia de suprimentos, fabricação e tecnologia no Brasil.
Por fim, a diferença de ~200 toneladas de CO₂ abre um caminho adicional: creditação de carbono com MRV (monitoramento, reporte e verificação). Com telemetria IoT do Ecogerador® a etanol, é possível qualificar e quantificar a redução para acreditar os próximos eventos com descarbonização real, um ativo reputacional e financeiro que tende a ser decisivo nos próximos anos.
Referências:
Jakhrani, A. Q. (2012). Estimation of Carbon Footprints from Diesel Generator Emissions. In: 2012 International Conference on Green and Ubiquitous Technology. Kota Samarahan: Universiti Malaysia Sarawak.
Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). (2006). IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, Volume 2: Energy. Geneva: IPCC.
Miller, T., & Roberts, S. (2015). Emissions Control in Diesel Engines: Technologies and Trends. Journal of Sustainable Energy, 22(4), 112–125.
Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit GmbH (GTZ). (2008). Accounting for Greenhouse Gas Emissions in Energy-Related Projects: Applying an Emission Calculating Tool to Technical Assistance. Eschborn: GTZ.
European Environment Agency (EEA). (2021). EMEP/EEA Air Pollutant Emission Inventory Guidebook. Copenhagen: EEA.
U.S. Energy Information Administration (EIA). (2022). Carbon Dioxide Emissions Coefficients. Washington, DC: EIA.
Johnson, A. (2010). Emergency Power Systems: A Comprehensive Guide to High-Speed Diesel Generators. Power Engineering Quarterly, 45(3), 78-92.
Postado por: João ‘Jovis’ Arruda – CEO Liconic Technology
O que era para ser exemplo, se tornou motivo de chacota, deixando a Amazônia com cheiro de diesel e poças de óleo. Teria o etanol salvado a COP 30 das fortes críticas por utilizar diesel S-10 nos geradores?
Segundo notícia divulgada pelo Veja e confirmada pela própria organização da COP 30, o evento foi totalmente sustentado por geradores a Diesel S10, gerando revolta generalizada na internet. Comentários pontuaram a ironia de um evento climático que deveria servir como exemplo, reforçando que a dependência de combustíveis fósseis é maior do que a intenção de ser sustentável.
O planejado era utilizar biocombustível 100% renovável, contudo esse planejamento não passou de uma linha de requisitos sem nexo na licitação. A explicação é simples, não é só ‘trocar o diesel por biodiesel’ que funciona em qualquer motor, assim como pensavam os governantes.
O Biodiesel (conhecido como B100), embora parecido, tem formulação e reação diferente do diesel convencional, resultando em inúmeros problemas para os motores, podendo dissolver a cola de filtros convencionais, forma borra no fundo dos tanques (entupindo bombas e injetores), tem maior acumulação de água (por ser higroscópico), sem contar que as propriedades no frio variam dependendo da fonte da matéria-prima, como exemplo os óleos de palma/dendê que podem chegar a solidificar em baixas temperaturas.
Borra de biodiesel retirado de um tanque
Empresas como Scania e Volvo investem forte na resolução desses problemas, buscando tornar os motores adaptados para B100 mais confiáveis, mas como todo produto, deve-se passar por um longo processo de pesquisa, desenvolvimento e validação antes de entrar em operação no mercado.
No mais, apenas utilizar um diesel de fontes biológicas não faz ser uma alternativa totalmente verde. Estudos mostram que a redução média de GEE é de 80%, contudo, esse é apenas um dos indicadores. Quando observamos a redução de material particulado (fator que resulta em fumaça) temos uma redução média de 77%, e hidrocarbonetos tóxicos uma redução de apenas 35%. Logo mais vamos comparar esses números com o do etanol.
Ou seja, não é só trocar para Biodiesel que o problema está resolvido.
E se os geradores fossem movidos a Etanol?
O etanol é conhecido pela população, muitos abastecem diariamente os carros com ele, mas muitos esquecem da sua real força de sustentabilidade. Talvez a população não saiba mas o Etanol de cana (e de milho 2G) está em constante melhoria, já tendo uma cadeia de fornecimento madura, totalmente nacional, e que avança para total responsabilidade socioambiental, apresentando ganhos comprovados de emissões não apenas na combustão final, mas com baixíssimas emissões em todo o seu ciclo de produção. Em aplicações para geradores de ciclo Otto, é um combustível que não produz fumaça nem odores. Para o Brasil, é soberania energética, desestimulando a importação de diesel, proporcionando mais valor localmente e com flexibilidade para cenários de pico de demanda.
Liconic Ecogerador a Etanol de 25kva com carenagem ecosilent
A péssima repercussão do ocorrido na COP 30 deixou claro que os geradores a diesel (mesmo que o Biodiesel) não são a melhor alternativa. Para um caminho de baixíssimas emissões, sem fumaça, e custo operacional competitivo, o Ecogerador® a Etanol se mostra uma excelente opção, ao qual iria reduzir não apenas as emissões, mas também poderia ter salvado a imagem do evento, ao qual rendeu críticas e “memes”, sendo apelidado de FLOP 30, gerando uma grande crise de reputação para os organizadores do evento. Na COP30, com a substituição de diesel coprocessado dos geradores por etanol, a mensagem do evento seria outra: a de fomentar tecnologia nacional, realmente limpa e acessível.
Postado por: João ‘Jovis’ Arruda – CEO Liconic Technology
Nem todo motor a combustão é vilão. Com inovação, biocombustíveis e consciência ambiental, essa tecnologia pode ser aliada da sustentabilidade — e o Ecogerador® a Etanol da Liconic prova isso.
Quando pensamos em motores a combustão, a primeira imagem que vem à mente geralmente é a de um carro emitindo fumaça pela exaustão. Mas será que essa tecnologia é realmente a vilã que muitos pintam? Vamos explorar os prós e contras dos motores a combustão e seu impacto no meio ambiente e na sociedade. Analisaremos sua eficiência energética, sua origem e os avanços tecnológicos recentes, as alternativas disponíveis e as políticas públicas que moldam seu uso.
História e evolução dos motores a combustão
Origem e desenvolvimento ao longo dos anos
A história dos motores a combustão interna é marcada por uma série de inovações e contribuições de diversos inventores ao longo do tempo. Samuel Brown, um engenheiro inglês, desenvolveu em 1823 um dos primeiros motores a combustão interna, utilizando gás hidrogênio como combustível. Este motor foi um dos primeiros a ser aplicado em uma carruagem, marcando o início da utilização automotiva desta tecnologia. Mais tarde, em 1859, o belga Étienne Lenoir criou um motor que funcionava com gás de iluminação, sendo um dos primeiros a ser produzido em série e utilizado em aplicações práticas. No entanto, foi o alemão Nikolaus Otto, em 1876, que revolucionou a tecnologia com o desenvolvimento do motor de quatro tempos, conhecido como Ciclo Otto, que se tornou a base para a maioria dos motores a combustão modernos devido à sua maior eficiência. Complementando estas inovações, Karl Benz, entre 1885 e 1886, construiu o primeiro automóvel movido por um motor a combustão interna, consolidando a aplicação desta tecnologia na indústria automotiva. Esses desenvolvimentos sucessivos pavimentaram o caminho para a evolução contínua dos motores a combustão, impulsionando avanços tecnológicos e econômicos significativos.
Impactos tecnológicos e econômicos
Os motores a combustão interna tiveram um impacto profundo tanto na tecnologia quanto na economia desde sua invenção. Tecnologicamente, eles catalisaram o desenvolvimento de uma ampla gama de indústrias, incluindo a automotiva, a aviação e a indústria naval. A capacidade de converter energia química em energia mecânica de forma eficiente possibilitou o advento de veículos motorizados, transformando o transporte terrestre, marítimo e aéreo. Economicamente, os motores a combustão interna impulsionaram o crescimento industrial ao permitir a produção em massa e a mobilidade de mercadorias e pessoas. Isso facilitou o comércio global e estimulou o desenvolvimento de infraestrutura, como estradas e postos de combustível, gerando empregos e novas oportunidades de negócios. Além disso, a indústria de combustíveis fósseis se tornou uma das mais lucrativas do mundo, fornecendo petróleo e gás para alimentar esses motores.
Prós dos Motores a Combustão
Eficiência Energética
Os motores a combustão interna são conhecidos por sua alta eficiência energética, especialmente os motores de quatro tempos desenvolvidos por Nikolaus Otto. A capacidade de converter uma grande quantidade de energia armazenada nos combustíveis fósseis em trabalho mecânico útil é uma das principais razões de sua ampla adoção. Com o avanço da tecnologia, motores modernos são capazes de alcançar eficiências cada vez maiores, reduzindo o consumo de combustível e aumentando o desempenho.
Custos de Produção e Operação
Os custos de produção e operação dos motores a combustão interna são relativamente baixos em comparação com algumas tecnologias alternativas. A longa história de desenvolvimento e produção em massa resultou em economias de escala significativas, tornando esses motores acessíveis para uma ampla gama de aplicações. Além disso, a infraestrutura para produção, distribuição e venda de combustíveis fósseis está bem estabelecida globalmente, o que contribui para a manutenção de custos operacionais baixos.
Aplicações em Diferentes Setores
Os motores a combustão interna são extremamente versáteis e encontram aplicações em diversos setores. No setor automotivo, eles são o coração de milhões de veículos, desde carros de passeio até caminhões pesados. Na indústria, motores a combustão são usados para gerar energia em geradores, operar maquinário pesado e alimentar equipamentos de construção. Na aviação, as turbinas a gás, que são uma forma de motor a combustão interna, são utilizadas em aeronaves comerciais e militares. Além disso, no setor marítimo, motores a diesel de grande porte são essenciais para a propulsão de navios de carga e de passageiros.
Contras dos motores a combustão
Os motores a combustão interna, embora amplamente utilizados, apresentam desvantagens significativas que afetam o meio ambiente e a saúde pública. A queima de combustíveis fósseis emite poluentes nocivos que degradam a qualidade do ar e contribuem para o aquecimento global e tendo impacto também na saúde pública, conforme podemos observar a seguir.
Emissões de gases poluentes e mudanças climáticas
Os motores a combustão interna são responsáveis por grande quantidade de emissões de gases poluentes, incluindo o dióxido de carbono, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos, os quais são contribuintes significantes para a degradação da qualidade do ar, causando problemas ambientais e de saúde pública.
Sendo a queima de combustíveis fósseis em motores a combustão e uma das principais fontes de emissão de dióxido de carbono, essas emissões contribuem diretamente para o aquecimento global intensificando o efeito estufa, aumentando a temperatura média global que em conjunto levam a eventos climáticos extremos, derretimento de calotas polares e consequente aumento do nível do mar (IPCC, 2021).
Poluição do ar e saúde pública
A poluição gerada pelos motores a combustão interna afeta diretamente a qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. partículas finas como PM2.5 e PM10 e gases tóxicos são inalados por milhões de pessoas, causando doenças respiratórias, cardiovasculares e aumentando a mortalidade prematura (Gov.UK, 2020; ARB, 2020). A exposição prolongada a poluentes emitidos por motores a combustão está associada a uma série de problemas de saúde incluindo asma, bronquite e câncer de pulmão. Além disso, a poluição do ar pode contribuir para condições preexistentes, colocando carga adicional sobre os já sobrecarregados sistemas de saúde pública.
Dependência de combustíveis fósseis
Os motores a combustão interna dependem fortemente de combustíveis fósseis como gasolina e diesel, suas reservas são limitadas e distribuídas de forma desigual pelo mundo. Essa dependência cria vulnerabilidade econômica e política, além de promover a exploração descontrolada de recursos não renováveis.
Comparação com tecnologias alternativas
À medida que os impactos negativos dos motores a combustão interna se tornam mais evidentes, cresce a busca por tecnologias alternativas mais sustentáveis e menos poluentes. As principais alternativas incluem motores elétricos, motores a hidrogênio e biocombustíveis, cada uma com suas vantagens e desafios. Essas tecnologias têm o potencial de reduzir significativamente as emissões de poluentes e a dependência de combustíveis fósseis, promovendo um futuro mais limpo e sustentável. A seguir, exploraremos essas alternativas e suas características.
Motores elétricos
Os motores eléctricos são uma alternativa promissora aos motores a combustão, oferecendo zero emissões diretas e alta eficiência energética. A eletrificação dos veículos pode reduzir drasticamente a poluição do ar, especialmente se a eletricidade for gerada a partir de fontes renováveis, substituindo baterias.
Hidrogênio
Os motores a hidrogênio e as células de combustível representam outra alternativa limpa com emissões zero de CO2 quando o hidrogênio é utilizado. Eles oferecem a vantagem de tempos de reabastecimento rápidos e uma alta densidade de energia. Além disso, o hidrogênio pode ser produzido a partir de diversas fontes, incluindo a eletrólise da água utilizando energia renovável, tornando-se uma solução flexível e sustentável. As infraestruturas para abastecimento de hidrogênio ainda estão em desenvolvimento, mas mostram grande potencial para o futuro da mobilidade limpa.
Biocombustíveis
O biodiesel, produzido a partir de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais, pode ser usado em motores diesel com pouca ou nenhuma modificação, ajudando a reduzir as emissões de poluentes. Contudo, é crucial assegurar que a produção de biodiesel seja sustentável para evitar a competição com a produção de alimentos e minimizar o impacto ambiental.
Além do biodiesel, o etanol tem uma posição de destaque como uma alternativa sustentável e ecológica aos combustíveis fósseis, produzido a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho. Ele reduz as emissões de gases de efeito estufa e pode ser misturado à gasolina, melhorando a qualidade do ar sem grandes modificações nos motores. A produção de etanol também apoia a agricultura local e gera empregos, impulsionando a economia regional. No entanto, assim como o biodiesel, é importante gerenciar sua produção de forma sustentável para evitar impactos negativos na segurança alimentar e no uso da terra.
Inovações e Melhorias nos Motores a Combustão
Inovações como catalisadores, filtros de partículas e sistemas de recirculação de gases de escape (EGR) têm sido implementadas para reduzir as emissões de poluentes dos motores a combustão. Essas tecnologias ajudam a mitigar o impacto ambiental, tornando os motores mais limpos e eficientes.
Os avanços contínuos no design e na tecnologia dos motores a combustão têm aumentado sua eficiência energética. Motores de combustão mais modernos são capazes de extrair mais energia dos combustíveis, reduzindo o consumo e as emissões associadas.
A pesquisa e o desenvolvimento de combustíveis alternativos, como gás natural comprimido (GNC) e biogás, oferecem opções mais limpas para alimentar motores a combustão. Esses combustíveis geram menos emissões de CO2 e poluentes, contribuindo para uma operação mais sustentável (U.S. Departament of Energy, 2020).
A Liconic participa desse incentivo a evolução de motorizações de biocombustível de alta eficiência, tendo desenvolvido tecnologias incrementais de eficiência energética e de emissões em motorizações de ciclos diversos, sempre focados em etanol, sendo aplicadas em geradores de energia elétrica para usos residenciais e industriais, tecnologia está chamada de Ecogerador a Etanol.
Regulamentações e Políticas Públicas
Governos ao redor do mundo têm implementado leis e normas rigorosas para controlar as emissões de veículos e promover tecnologias mais limpas. Padrões de emissão como os regulamentos Euro na Europa e os padrões de eficiência de combustível nos EUA, forçam os fabricantes a desenvolver motores mais ecológicos.
Muitos países e cidades têm anunciado planos para proibir a venda de novos veículos a combustão interna nas próximas décadas. Como exemplo podemos citar o plano de banimento de novos carros movidos a gasolina e diesel no Reino Unido a partir de 2035 provendo incentivo aos compradores de novos carros para que estes disponham de pontos de carregamento para carros elétricos em suas casas assim como distribuídos pelas ruas do país (AutoExpress, 2023).
Os incentivos fiscais, subsídios e programas de financiamento são algumas das políticas utilizadas para promover a adoção de tecnologias de transporte mais limpas, como veículos elétricos e híbridos. Esses incentivos ajudam a reduzir o custo inicial e tornar as alternativas mais acessíveis ao público.
Perspectivas Futuras
A tendência global é clara: a transição para tecnologias de transporte mais sustentáveis está em andamento. Com o avanço da tecnologia e o aumento da conscientização ambiental, os motores a combustão interna estão gradualmente sendo substituídos por alternativas mais limpas e eficientes.
O mercado automotivo e industrial está vendo um aumento significativo em investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas. Inovações contínuas, tanto em motores a combustão mais eficientes quanto em alternativas como veículos elétricos e células de combustível, moldaram o futuro da mobilidade e do transporte.
Apesar da transição para tecnologias mais verdes, os motores a combustão interna ainda terão um papel importante em setores onde a eletrificação completa é desafiadora. Aplicações como transporte pesado, aviação e certas operações industriais demandam densidade energética superior para longas distâncias e cargas pesadas, o que ainda favorece os motores a combustão, até que alternativas viáveis estejam amplamente disponíveis (Hydrogen Council, 2020).
Conclusão
Os motores a combustão interna têm desempenhado um papel crucial na evolução tecnológica e econômica mundial, permitindo avanços significativos em mobilidade e transporte. No entanto, seus impactos ambientais e dependência de combustíveis fósseis apresentam desafios que não podem ser ignorados. Com a crescente pressão por soluções mais sustentáveis, a transição para tecnologias mais limpas está se acelerando. Embora os motores a combustão ainda sejam relevantes em alguns setores, o futuro aponta para uma diversificação de tecnologias, onde eficiência e sustentabilidade serão as diretrizes principais. A combinação de inovação tecnológica, políticas públicas e conscientização ambiental guiará o caminho para um futuro mais verde e equilibrado.
Tendo assim entendido os benefícios que um motor de alta eficiência, em conjunto com um biocombustível sustentável, pode trazer para a sociedade, foi criado o Ecogerador a Etanol da Liconic Technology, com missão de proporcionar energia verde a todos os momentos, auxiliando na transição energética nacional, não mais deixando tecnologias hostis para o meio-ambiente serem utilizadas para contingência energética (durante quedas de energia), gerando um benefício para a sustentabilidade ao mesmo tempo que empodera a estratégia de nacionalização de recursos estratégicos para o Brasil.
Postado por: Leticia Baisch Bilha – Gestão da Qualidade