Discurso sustentável com realidade suja: Qual o real número de emissões da COP 30 com os geradores a diesel, quanto custou, e quanto seria a redução de emissões e economia trocando o diesel por etanol nos geradores.
A polêmica dos geradores a diesel na COP 30 evidenciou uma verdade simples: não adianta discurso sustentável sem ações sustentáveis baseadas em dados e engenharia. Apenas “batizar” o diesel com biodiesel para publicamente dizer que é sustentável sem analisar a fundo, medir e comparar com outras alternativas, deixa claro que a real intenção é apenas mídia e não a sustentabilidade. Especialmente quando há alternativa nacional, com menor intensidade de carbono e custo total competitivo, como o etanol.
Conhecido como ‘greenwashing’, o ato de empresas e eventos publicarem suas iniciativas ditas ‘sustentáveis’ apenas para ganhar mídia é um grande problema no mercado atual. É fácil identificar quando é esse o caso por dois fatores: 1. Falta de mensuração de dados, mostrando que é mais importante falar sobre o assunto do que realmente demonstrar o quanto foi positivo a ação (e em quais métricas – CO, CO2, NOx, etc); 2. Realmente analisar e escolher alternativas mais eficientes, e investir nas melhores escolhas, mesmo que sejam mais complexas ou de mais longo prazo, e não escolher apenas o mais fácil. Isso demonstra o real objetivo, não é ser sustentável, e sim mostrar que está sendo sustentável.
Como exemplar retrato, a COP 30 demonstrou essa postura, onde era planejado utilizar biocombustível 100% renovável, o que não passou de uma linha de requisitos sem nexo na licitação. A explicação é simples, não é só ‘trocar o diesel por biodiesel’ que funciona em qualquer motor, assim como pensavam os governantes. Ou seja, decidem pela opção simples, sem noção da aplicação prática, ou do real benefício sustentável dessa opção. É simplesmente, uma escolha midiática.
Quais as reais emissões dos geradores a diesel na COP 30?
Fizemos um cálculo simulado das emissões do evento, utilizando a referência divulgada de 160 grupos de 80 kVA e um perfil de uso compatível com a operação real. Consideramos 75% de carga por gerador (equivalente a ~60 kW de potência ativa média), com 12 horas por dia ao longo de 12 dias, totalizando 120 h de operação. Nesse cenário, a energia efetivamente entregue soma 1.152.000 kWh.
Com base em fatores específicos por kWh já adotados nos nossos estudos, o comparativo é direto: no diesel, 0,45 L/kWh e 1.250 gCO₂/kWh; no etanol, 0,55 L/kWh e 1.080 gCO₂/kWh. Aplicando preços médios observados em 2025 (R$ 6,06/L para diesel e R$ 4,28/L para etanol), chegamos a um quadro objetivo do que teria acontecido se os geradores do evento fossem a etanol dedicado em ciclo Otto.
Pelos números, o diesel teria consumido cerca de 518.400 L, enquanto o etanol demandaria 633.600 L. Mesmo com maior volume em litros, o custo total com etanol seria ≈ R$ 2.711.808,00, contra ≈ R$ 3.141.504,00 no diesel, uma economia aproximada de R$ 429.696,00 trocando diesel por etanol. No âmbito ambiental, o contraste é ainda mais forte: ~1.440 tCO₂ com diesel versus ~1.244,16 tCO₂ com etanol, ou seja, ~195,84 tCO₂ a menos (redução da ordem de 65% por kWh), além de menor fumaça e odor local.
Etanol, solução real ou mais greenwashing?
Nesse ponto fica claro a importância da soberania nacional, o etanol é matriz Brasileira, isso quer dizer que temos controle não apenas dos insumos, produção e logística, mas o mais importante para o novo mercado de sustentabilidade: temos o controle das pesquisas, dos desenvolvimentos, e dos dados e métricas produzidos pelos seus resultados. Em outras palavras, esses resultados não são “mídia”, ele é uma medição, com dados técnicos e operacionais realistas.
Com o benefício da simples implementação, quando se fala de motores Otto dedicados a etanol, sem as dores recorrentes do biodiesel em equipamentos legados (compatibilidade de materiais, filtros, higroscopicidade e comportamento a frio). Além de que reduzimos a dependência de importação, mantendo todo o valor valor da cadeia de suprimentos, fabricação e tecnologia no Brasil.
Por fim, a diferença de ~200 toneladas de CO₂ abre um caminho adicional: creditação de carbono com MRV (monitoramento, reporte e verificação). Com telemetria IoT do Ecogerador® a etanol, é possível qualificar e quantificar a redução para acreditar os próximos eventos com descarbonização real, um ativo reputacional e financeiro que tende a ser decisivo nos próximos anos.
Referências:
Jakhrani, A. Q. (2012). Estimation of Carbon Footprints from Diesel Generator Emissions. In: 2012 International Conference on Green and Ubiquitous Technology. Kota Samarahan: Universiti Malaysia Sarawak.
Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC). (2006). IPCC Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, Volume 2: Energy. Geneva: IPCC.
Miller, T., & Roberts, S. (2015). Emissions Control in Diesel Engines: Technologies and Trends. Journal of Sustainable Energy, 22(4), 112–125.
Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit GmbH (GTZ). (2008). Accounting for Greenhouse Gas Emissions in Energy-Related Projects: Applying an Emission Calculating Tool to Technical Assistance. Eschborn: GTZ.
European Environment Agency (EEA). (2021). EMEP/EEA Air Pollutant Emission Inventory Guidebook. Copenhagen: EEA.
U.S. Energy Information Administration (EIA). (2022). Carbon Dioxide Emissions Coefficients. Washington, DC: EIA.
Johnson, A. (2010). Emergency Power Systems: A Comprehensive Guide to High-Speed Diesel Generators. Power Engineering Quarterly, 45(3), 78-92.
Postado por: João ‘Jovis’ Arruda – CEO Liconic Technology
Antes de escolher seu sistema de energia, é essencial entender como ele opera. A ISO 8528-1 define dois modos fundamentais — singela e paralelo — que determinam a eficiência, autonomia e confiabilidade do seu gerador. Com a Liconic, você não precisa se preocupar: nossos Ecogeradores® a etanol são projetados para entregar energia contínua, sustentável e 100% dentro das normas internacionais.
Ao escolher um sistema de geração de energia, é fundamental compreender os modos de operação disponíveis. A Norma ISO 8528-1 detalha dois modos primários para geradores acionados por motores de combustão interna: operação singela e operação em paralelo. Cada modo atende a necessidades específicas e oferece vantagens únicas, dependendo do contexto de uso.
Operação Singela
Na operação singela, o gerador funciona de forma independente, sem estar conectado a outros geradores ou à rede elétrica principal. Esse modo é ideal para aplicações onde a confiabilidade e a autonomia são prioritárias, como em locais remotos ou em situações emergenciais onde não há disponibilidade de uma rede elétrica.
Vantagens da Operação Singela:
Autonomia: Funcionamento independente, sem necessidade de sincronização externa.
Simplicidade: Menos complexidade na instalação e manutenção.
Flexibilidade: Facilidade de realocação para diferentes locais conforme a necessidade.
Operação em Paralelo
Na operação em paralelo, dois ou mais geradores trabalham juntos, sincronizados, para fornecer energia. Esse modo é útil em situações que demandam alta capacidade de carga e redundância, como em hospitais, data centers e grandes instalações industriais.
Vantagens da Operação em Paralelo:
Redundância: Garante a continuidade do fornecimento de energia mesmo se um dos geradores falhar.
Eficiência Energética: Permite ajustar a produção de energia de acordo com a demanda, otimizando o consumo de combustível.
Escalabilidade: Facilita a expansão da capacidade energética adicionando mais unidades ao sistema.
Muito complexo? Contrate a Liconic e não se preocupe com projeto, instalação e manutenção do seu gerador.
Considerações Importantes
Ao configurar geradores para operar em paralelo, é crucial considerar a compatibilidade dos geradores, a qualidade da sincronização e a configuração do sistema de controle. Os geradores devem ser capazes de iniciar e assumir carga de forma rápida e eficiente, garantindo uma transição suave e mantendo a estabilidade do sistema elétrico.
Conclusão
A escolha entre operação singela e operação em paralelo depende das necessidades específicas do local e das demandas de energia. Para instalações que requerem máxima confiabilidade e flexibilidade, a operação singela pode ser a melhor escolha. Já para locais que necessitam de alta capacidade e redundância, a operação em paralelo oferece vantagens significativas.
Ao implementar qualquer um desses sistemas, é essencial seguir as diretrizes da ISO 8528-1 para garantir eficiência, segurança e conformidade com os padrões internacionais. Assim, você maximiza a eficácia do seu investimento em geração de energia e assegura a operação contínua e confiável de suas instalações.
Não quer ter que se preocupar com isso? A Assinatura Verde da Liconic já conta com todo o dimensionamento e instalação técnica nas suas instalações, entre em contato e saiba mais.
Postado por: Murilo Rodrigues Rodelli – CTO
A combinação de nobreaks com geradores, como o Ecogerador® da Liconic, proporciona uma solução robusta e eficiente para garantir energia contínua e confiável. Esta tecnologia reduz custos, aumenta a sustentabilidade e oferece flexibilidade para diversas aplicações, desde escritórios até indústrias e laboratórios.
Em um cenário cada vez mais dependente de energia elétrica, entender quando utilizar nobreaks e geradores é essencial para manter a continuidade das operações. Seja em condomínios, hospitais ou indústrias, a integração desses sistemas assegura proteção contra quedas de energia, preservando equipamentos, dados e produtividade. A Liconic Technology oferece soluções completas que unem inovação, confiabilidade e sustentabilidade, impulsionando a eficiência energética com o Ecogerador® a etanol.
A associação de um nobreak com um gerador oferece diversos benefícios importantes. Aqui estão algumas vantagens dessa combinação:
Redução do custo de baterias:
Associar um gerador a um nobreak reduz significativamente a necessidade de um grande banco de baterias. As baterias fornecem energia temporária por menos de um minuto, tempo suficiente para o gerador começar a operar e fornecer energia. Isso resulta em uma economia significativa de custos, já que as baterias de nobreak são caras, possuem vida útil curta e requerem manutenção constante. Essa economia pode ser redirecionada para outras áreas importantes da operação.
Maior tempo de operação em caso de queda prolongada de energia:
Diferente de um nobreak que possui uma quantidade limitada de energia armazenada em suas baterias, a adição de um gerador permite que o fornecimento de energia seja mantido por horas ou até dias, dependendo da quantidade de combustível disponível. Isso é crucial para garantir a continuidade das operações em situações de falha prolongada na rede elétrica, evitando interrupções que podem ser custosas e prejudiciais para o negócio.
Maior confiabilidade:
A combinação de nobreak e gerador oferece uma solução mais robusta e confiável para manter equipamentos sensíveis em funcionamento contínuo, sem interrupções prolongadas. Isso é essencial para garantir a integridade de dados, processos e operações críticas em condomínios, empresas, escritórios, comércios, laboratórios e hospitais, sem a necessidade de grandes bancos de baterias. A confiabilidade aumentada traduz-se em maior segurança e paz de espírito para os gestores de TI e operações.
Sustentabilidade ambiental:
Outro benefício significativo da combinação de um nobreak com um gerador é a contribuição para a sustentabilidade ambiental das operações. A necessidade reduzida de baterias resulta em menor produção e descarte desses componentes, que muitas vezes contêm materiais tóxicos e de difícil reciclagem. Além disso, utilizando geradores modernos e eficientes, a emissão de poluentes pode ser controlada e reduzida, tornando essa solução mais amigável ao meio ambiente em comparação com a utilização intensiva de baterias. Isso está alinhado com as tendências globais de responsabilidade ambiental e sustentabilidade corporativa.
Adaptação e versatilidade de implementação:
Empresas que operam em áreas com rede elétrica instável ou com frequentes interrupções de energia podem confiar nessa solução para manter seus sistemas funcionando sem interrupções significativas. Isso é particularmente relevante em setores como saúde, onde a continuidade do fornecimento de energia pode salvar vidas, ou em indústrias de manufatura, onde a interrupção do processo produtivo pode resultar em perdas financeiras substanciais. A integração de nobreaks e geradores pode ser adaptada a diferentes escalas de necessidade. Desde pequenas empresas que necessitam apenas de um sistema básico para manter servidores e equipamentos de TI operacionais, até grandes indústrias que precisam garantir o funcionamento contínuo de linhas de produção inteiras, essa solução pode ser dimensionada conforme a demanda. A versatilidade da implementação permite um planejamento energético mais eficiente e customizado, ajustando-se perfeitamente às especificidades de cada negócio.
Quer saber mais sobre como utilizar geradores e nobreaks em seu sistema? Fique ligado nas redes sociais, pois nos próximos posts vamos explorar os seguintes assuntos:
Como Dimensionar o Banco de Baterias: Aprenda a calcular corretamente o tamanho do banco de baterias necessário para o seu sistema, garantindo eficiência e custo-benefício.
Como Determinar a Potência Ideal do Seu Sistema: Descubra como avaliar as necessidades energéticas da sua empresa para escolher a potência adequada do Ecogerador e do nobreak.
Manutenção Preventiva de Nobreaks e Geradores: Saiba quais são as melhores práticas para a manutenção preventiva dos seus equipamentos, assegurando maior durabilidade e desempenho.
Conclusão
Combinar nobreaks e geradores garante um fornecimento contínuo de energia, trazendo benefícios econômicos, ambientais e operacionais. Essa solução é cada vez mais importante em um mundo onde dependemos cada vez mais da energia elétrica e precisamos de soluções confiáveis para manter negócios e serviços funcionando sem interrupções.
A Liconic Technology oferece o produto NonStop, que combina o Ecogerador com um nobreak para garantir energia ininterrupta. Disponível em modelos de 10 kW, 20 kW, 30 kW e 40 kW, o NonStop é ideal para diversas necessidades industriais. Os planos de assinatura incluem o Standby a R$280/kw/mês, para uso de backup em quedas de energia, e o Everyday a R$588/kw/mês, para uso diário. Com o NonStop da Liconic, sua empresa terá energia contínua e confiável, evitando interrupções e prejuízos. Garanta já a continuidade das suas operações com o NonStop da Liconic. Entre em contato conosco e saiba mais!
Postado por: Eric Fernandes – Head de protótipo.
Nem todo motor a combustão é vilão. Com inovação, biocombustíveis e consciência ambiental, essa tecnologia pode ser aliada da sustentabilidade — e o Ecogerador® a Etanol da Liconic prova isso.
Quando pensamos em motores a combustão, a primeira imagem que vem à mente geralmente é a de um carro emitindo fumaça pela exaustão. Mas será que essa tecnologia é realmente a vilã que muitos pintam? Vamos explorar os prós e contras dos motores a combustão e seu impacto no meio ambiente e na sociedade. Analisaremos sua eficiência energética, sua origem e os avanços tecnológicos recentes, as alternativas disponíveis e as políticas públicas que moldam seu uso.
História e evolução dos motores a combustão
Origem e desenvolvimento ao longo dos anos
A história dos motores a combustão interna é marcada por uma série de inovações e contribuições de diversos inventores ao longo do tempo. Samuel Brown, um engenheiro inglês, desenvolveu em 1823 um dos primeiros motores a combustão interna, utilizando gás hidrogênio como combustível. Este motor foi um dos primeiros a ser aplicado em uma carruagem, marcando o início da utilização automotiva desta tecnologia. Mais tarde, em 1859, o belga Étienne Lenoir criou um motor que funcionava com gás de iluminação, sendo um dos primeiros a ser produzido em série e utilizado em aplicações práticas. No entanto, foi o alemão Nikolaus Otto, em 1876, que revolucionou a tecnologia com o desenvolvimento do motor de quatro tempos, conhecido como Ciclo Otto, que se tornou a base para a maioria dos motores a combustão modernos devido à sua maior eficiência. Complementando estas inovações, Karl Benz, entre 1885 e 1886, construiu o primeiro automóvel movido por um motor a combustão interna, consolidando a aplicação desta tecnologia na indústria automotiva. Esses desenvolvimentos sucessivos pavimentaram o caminho para a evolução contínua dos motores a combustão, impulsionando avanços tecnológicos e econômicos significativos.
Impactos tecnológicos e econômicos
Os motores a combustão interna tiveram um impacto profundo tanto na tecnologia quanto na economia desde sua invenção. Tecnologicamente, eles catalisaram o desenvolvimento de uma ampla gama de indústrias, incluindo a automotiva, a aviação e a indústria naval. A capacidade de converter energia química em energia mecânica de forma eficiente possibilitou o advento de veículos motorizados, transformando o transporte terrestre, marítimo e aéreo. Economicamente, os motores a combustão interna impulsionaram o crescimento industrial ao permitir a produção em massa e a mobilidade de mercadorias e pessoas. Isso facilitou o comércio global e estimulou o desenvolvimento de infraestrutura, como estradas e postos de combustível, gerando empregos e novas oportunidades de negócios. Além disso, a indústria de combustíveis fósseis se tornou uma das mais lucrativas do mundo, fornecendo petróleo e gás para alimentar esses motores.
Prós dos Motores a Combustão
Eficiência Energética
Os motores a combustão interna são conhecidos por sua alta eficiência energética, especialmente os motores de quatro tempos desenvolvidos por Nikolaus Otto. A capacidade de converter uma grande quantidade de energia armazenada nos combustíveis fósseis em trabalho mecânico útil é uma das principais razões de sua ampla adoção. Com o avanço da tecnologia, motores modernos são capazes de alcançar eficiências cada vez maiores, reduzindo o consumo de combustível e aumentando o desempenho.
Custos de Produção e Operação
Os custos de produção e operação dos motores a combustão interna são relativamente baixos em comparação com algumas tecnologias alternativas. A longa história de desenvolvimento e produção em massa resultou em economias de escala significativas, tornando esses motores acessíveis para uma ampla gama de aplicações. Além disso, a infraestrutura para produção, distribuição e venda de combustíveis fósseis está bem estabelecida globalmente, o que contribui para a manutenção de custos operacionais baixos.
Aplicações em Diferentes Setores
Os motores a combustão interna são extremamente versáteis e encontram aplicações em diversos setores. No setor automotivo, eles são o coração de milhões de veículos, desde carros de passeio até caminhões pesados. Na indústria, motores a combustão são usados para gerar energia em geradores, operar maquinário pesado e alimentar equipamentos de construção. Na aviação, as turbinas a gás, que são uma forma de motor a combustão interna, são utilizadas em aeronaves comerciais e militares. Além disso, no setor marítimo, motores a diesel de grande porte são essenciais para a propulsão de navios de carga e de passageiros.
Contras dos motores a combustão
Os motores a combustão interna, embora amplamente utilizados, apresentam desvantagens significativas que afetam o meio ambiente e a saúde pública. A queima de combustíveis fósseis emite poluentes nocivos que degradam a qualidade do ar e contribuem para o aquecimento global e tendo impacto também na saúde pública, conforme podemos observar a seguir.
Emissões de gases poluentes e mudanças climáticas
Os motores a combustão interna são responsáveis por grande quantidade de emissões de gases poluentes, incluindo o dióxido de carbono, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos, os quais são contribuintes significantes para a degradação da qualidade do ar, causando problemas ambientais e de saúde pública.
Sendo a queima de combustíveis fósseis em motores a combustão e uma das principais fontes de emissão de dióxido de carbono, essas emissões contribuem diretamente para o aquecimento global intensificando o efeito estufa, aumentando a temperatura média global que em conjunto levam a eventos climáticos extremos, derretimento de calotas polares e consequente aumento do nível do mar (IPCC, 2021).
Poluição do ar e saúde pública
A poluição gerada pelos motores a combustão interna afeta diretamente a qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. partículas finas como PM2.5 e PM10 e gases tóxicos são inalados por milhões de pessoas, causando doenças respiratórias, cardiovasculares e aumentando a mortalidade prematura (Gov.UK, 2020; ARB, 2020). A exposição prolongada a poluentes emitidos por motores a combustão está associada a uma série de problemas de saúde incluindo asma, bronquite e câncer de pulmão. Além disso, a poluição do ar pode contribuir para condições preexistentes, colocando carga adicional sobre os já sobrecarregados sistemas de saúde pública.
Dependência de combustíveis fósseis
Os motores a combustão interna dependem fortemente de combustíveis fósseis como gasolina e diesel, suas reservas são limitadas e distribuídas de forma desigual pelo mundo. Essa dependência cria vulnerabilidade econômica e política, além de promover a exploração descontrolada de recursos não renováveis.
Comparação com tecnologias alternativas
À medida que os impactos negativos dos motores a combustão interna se tornam mais evidentes, cresce a busca por tecnologias alternativas mais sustentáveis e menos poluentes. As principais alternativas incluem motores elétricos, motores a hidrogênio e biocombustíveis, cada uma com suas vantagens e desafios. Essas tecnologias têm o potencial de reduzir significativamente as emissões de poluentes e a dependência de combustíveis fósseis, promovendo um futuro mais limpo e sustentável. A seguir, exploraremos essas alternativas e suas características.
Motores elétricos
Os motores eléctricos são uma alternativa promissora aos motores a combustão, oferecendo zero emissões diretas e alta eficiência energética. A eletrificação dos veículos pode reduzir drasticamente a poluição do ar, especialmente se a eletricidade for gerada a partir de fontes renováveis, substituindo baterias.
Hidrogênio
Os motores a hidrogênio e as células de combustível representam outra alternativa limpa com emissões zero de CO2 quando o hidrogênio é utilizado. Eles oferecem a vantagem de tempos de reabastecimento rápidos e uma alta densidade de energia. Além disso, o hidrogênio pode ser produzido a partir de diversas fontes, incluindo a eletrólise da água utilizando energia renovável, tornando-se uma solução flexível e sustentável. As infraestruturas para abastecimento de hidrogênio ainda estão em desenvolvimento, mas mostram grande potencial para o futuro da mobilidade limpa.
Biocombustíveis
O biodiesel, produzido a partir de fontes renováveis como óleos vegetais e gorduras animais, pode ser usado em motores diesel com pouca ou nenhuma modificação, ajudando a reduzir as emissões de poluentes. Contudo, é crucial assegurar que a produção de biodiesel seja sustentável para evitar a competição com a produção de alimentos e minimizar o impacto ambiental.
Além do biodiesel, o etanol tem uma posição de destaque como uma alternativa sustentável e ecológica aos combustíveis fósseis, produzido a partir de matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho. Ele reduz as emissões de gases de efeito estufa e pode ser misturado à gasolina, melhorando a qualidade do ar sem grandes modificações nos motores. A produção de etanol também apoia a agricultura local e gera empregos, impulsionando a economia regional. No entanto, assim como o biodiesel, é importante gerenciar sua produção de forma sustentável para evitar impactos negativos na segurança alimentar e no uso da terra.
Inovações e Melhorias nos Motores a Combustão
Inovações como catalisadores, filtros de partículas e sistemas de recirculação de gases de escape (EGR) têm sido implementadas para reduzir as emissões de poluentes dos motores a combustão. Essas tecnologias ajudam a mitigar o impacto ambiental, tornando os motores mais limpos e eficientes.
Os avanços contínuos no design e na tecnologia dos motores a combustão têm aumentado sua eficiência energética. Motores de combustão mais modernos são capazes de extrair mais energia dos combustíveis, reduzindo o consumo e as emissões associadas.
A pesquisa e o desenvolvimento de combustíveis alternativos, como gás natural comprimido (GNC) e biogás, oferecem opções mais limpas para alimentar motores a combustão. Esses combustíveis geram menos emissões de CO2 e poluentes, contribuindo para uma operação mais sustentável (U.S. Departament of Energy, 2020).
A Liconic participa desse incentivo a evolução de motorizações de biocombustível de alta eficiência, tendo desenvolvido tecnologias incrementais de eficiência energética e de emissões em motorizações de ciclos diversos, sempre focados em etanol, sendo aplicadas em geradores de energia elétrica para usos residenciais e industriais, tecnologia está chamada de Ecogerador a Etanol.
Regulamentações e Políticas Públicas
Governos ao redor do mundo têm implementado leis e normas rigorosas para controlar as emissões de veículos e promover tecnologias mais limpas. Padrões de emissão como os regulamentos Euro na Europa e os padrões de eficiência de combustível nos EUA, forçam os fabricantes a desenvolver motores mais ecológicos.
Muitos países e cidades têm anunciado planos para proibir a venda de novos veículos a combustão interna nas próximas décadas. Como exemplo podemos citar o plano de banimento de novos carros movidos a gasolina e diesel no Reino Unido a partir de 2035 provendo incentivo aos compradores de novos carros para que estes disponham de pontos de carregamento para carros elétricos em suas casas assim como distribuídos pelas ruas do país (AutoExpress, 2023).
Os incentivos fiscais, subsídios e programas de financiamento são algumas das políticas utilizadas para promover a adoção de tecnologias de transporte mais limpas, como veículos elétricos e híbridos. Esses incentivos ajudam a reduzir o custo inicial e tornar as alternativas mais acessíveis ao público.
Perspectivas Futuras
A tendência global é clara: a transição para tecnologias de transporte mais sustentáveis está em andamento. Com o avanço da tecnologia e o aumento da conscientização ambiental, os motores a combustão interna estão gradualmente sendo substituídos por alternativas mais limpas e eficientes.
O mercado automotivo e industrial está vendo um aumento significativo em investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas. Inovações contínuas, tanto em motores a combustão mais eficientes quanto em alternativas como veículos elétricos e células de combustível, moldaram o futuro da mobilidade e do transporte.
Apesar da transição para tecnologias mais verdes, os motores a combustão interna ainda terão um papel importante em setores onde a eletrificação completa é desafiadora. Aplicações como transporte pesado, aviação e certas operações industriais demandam densidade energética superior para longas distâncias e cargas pesadas, o que ainda favorece os motores a combustão, até que alternativas viáveis estejam amplamente disponíveis (Hydrogen Council, 2020).
Conclusão
Os motores a combustão interna têm desempenhado um papel crucial na evolução tecnológica e econômica mundial, permitindo avanços significativos em mobilidade e transporte. No entanto, seus impactos ambientais e dependência de combustíveis fósseis apresentam desafios que não podem ser ignorados. Com a crescente pressão por soluções mais sustentáveis, a transição para tecnologias mais limpas está se acelerando. Embora os motores a combustão ainda sejam relevantes em alguns setores, o futuro aponta para uma diversificação de tecnologias, onde eficiência e sustentabilidade serão as diretrizes principais. A combinação de inovação tecnológica, políticas públicas e conscientização ambiental guiará o caminho para um futuro mais verde e equilibrado.
Tendo assim entendido os benefícios que um motor de alta eficiência, em conjunto com um biocombustível sustentável, pode trazer para a sociedade, foi criado o Ecogerador a Etanol da Liconic Technology, com missão de proporcionar energia verde a todos os momentos, auxiliando na transição energética nacional, não mais deixando tecnologias hostis para o meio-ambiente serem utilizadas para contingência energética (durante quedas de energia), gerando um benefício para a sustentabilidade ao mesmo tempo que empodera a estratégia de nacionalização de recursos estratégicos para o Brasil.
Postado por: Leticia Baisch Bilha – Gestão da Qualidade
Quando se trata de geradores e equipamentos essenciais em ambientes como portarias, elevadores, indústrias e comércios, determinar a potência correta é crucial. Essa informação garante o bom funcionamento dos equipamentos, evita problemas técnicos e otimiza custos operacionais. A potência, medida em watts (W) ou quilowatts (kW), representa a energia consumida ou gerada.
Como descobrir a potência da minha máquina?
Quando se trata de geradores e outros equipamentos essenciais em diversos ambientes, como portarias, elevadores, indústrias, lojas, mercados e padarias, determinar a potência correta é fundamental. Essa informação não apenas garante o bom funcionamento dos equipamentos, mas também evita problemas técnicos e otimiza os custos operacionais. Aqui, vamos explorar como você pode descobrir a potência necessária para sua máquina em diferentes contextos.
Entendendo a Potência
A potência de uma máquina é medida em watts (W) ou quilowatts (kW). Ela representa a quantidade de energia que a máquina consome ou gera em um determinado período. Para calcular a potência necessária, você precisa considerar a soma das potências de todos os dispositivos que serão alimentados pelo gerador.
Passo a Passo para Calcular a Potência
Liste os Equipamentos: Faça uma lista de todos os equipamentos que serão alimentados pelo gerador. Inclua itens como sistemas de segurança, câmeras, elevadores, máquinas industriais, iluminação e aparelhos eletrônicos.
Verifique as Especificações: Consulte o manual ou a placa de identificação de cada equipamento para encontrar a potência nominal máxima (em watts ou quilowatts).
Calcule a Potência Total: Some a potência de todos os equipamentos listados. Se a potência estiver em watts (W), divida o valor total por 1000 para converter para quilowatts (kW).
Considerações Adicionais:
– Margem de Segurança: Adicione uma margem de segurança de 20% a 30% à potência total calculada para acomodar picos de consumo e garantir que o gerador não opere próximo ao limite máximo.
– Fator de Potência: Equipamentos como motores podem ter um fator de potência de 7 a 8 vezes maior, que deve ser considerado. O fator de potência é uma medida da eficiência do uso da energia elétrica e pode ser encontrado nas especificações do equipamento.
Uso de Amperímetro: – O amperímetro é uma ferramenta útil para medir a corrente elétrica que um equipamento está consumindo. Para utilizá-lo, siga os passos: a. Desligue o equipamento que deseja medir. b. Conecte o amperímetro em série com o equipamento. c. Ligue o equipamento e observe a leitura do amperímetro.
– Para calcular a potência, utilize a fórmula P = V * I, onde P é a potência em watts (w), V é a tensão em volts e I é a corrente em amperes. Certifique-se de que a tensão é constante e adequada para o equipamento medido.
Exemplos Práticos
Portaria
Iluminação: 500W
Sistema de segurança: 300W
Controle de acesso: 200W
Potência Total: 500 + 300 + 200 = 1000W = 1kW
Com a margem de segurança (20%): 1kW * 1.2 = 1.2kW
Elevador
Motor do elevador: 7.5kW
Iluminação e controles: 0.5kW
Potência Total: 7.5 + 0.5 = 8kW
Com a margem de segurança (20%): 8kW * 1.2 = 9.6kW
Indústria
Máquina 1: 10kW
Máquina 2: 15kW
Iluminação: 5kW
Potência Total: 10 + 15 + 5 = 30kW
Com a margem de segurança (20%): 30kW * 1.2 = 36kW
Loja
Iluminação: 2kW
Equipamentos de refrigeração: 3kW
Sistema de som e computadores: 1kW
Potência Total: 2 + 3 + 1 = 6kW
Com a margem de segurança (20%): 6kW * 1.2 = 7.2kW
Mercado
Iluminação: 4kW
Geladeiras e freezers: 10kW
Caixa registradora e sistemas de controle: 2kW
Potência Total: 4 + 10 + 2 = 16kW
Com a margem de segurança (20%): 16kW * 1.2 = 19.2kW
Padaria
Fornos: 8kW
Máquinas de preparo de massa: 5kW
Iluminação e expositores: 2kW
Potência Total: 8 + 5 + 2 = 15kW
Com a margem de segurança (20%): 15kW * 1.2 = 18kW
Conclusão
Determinar a potência correta da sua máquina é um processo que envolve a análise detalhada dos equipamentos que serão utilizados. Seguir os passos acima pode ajudar a garantir que você tenha a potência adequada para operar eficientemente, evitando problemas e custos desnecessários.
Se precisar de ajuda para calcular a potência necessária, ou mesmo não quiser se arriscar e perder tempo em tentar descobrir a potência para seu equipamento ou instalação, entre em contato com a Liconic Technology. Realizamos a visita técnica gratuita para levantamento da potência consumida nas suas instalações, com laudo de avaliação inclusa sem custo, que já vem acompanhada de uma proposta preliminar de instalação de Ecogeradores a Etanol, bem como todos os acessórios (ATS, IoT) para oferecer as melhor soluções para suas necessidades energéticas.
Postado por: Kaique Figueiredo – Engenharia de aplicações
A manutenção de geradores é uma tarefa complexa e desafiadora, repleta de monitoramento constante e previsão de falhas. Muitos subestimam essa responsabilidade, que pode se tornar um pesadelo sem a preparação adequada. A Liconic oferece uma solução prática e descomplicada, cuidando de cada detalhe. Desde a manutenção preventiva até emergências, garantimos que seu gerador funcione perfeitamente, eliminando a necessidade de você lidar com os “segredos obscuros” dessa tarefa.
Manter a manutenção de geradores em dia é essencial para garantir a continuidade do fornecimento de energia, mas pode ser uma jornada cheia de desafios, custos elevados e riscos. Os geradores a diesel, por exemplo, requerem manutenção constante para evitar falhas inesperadas, a necessidade de substituições de componentes caros e riscos de segurança, como vazamentos de combustível ou superaquecimento. Além disso, a falta de manutenção adequada pode resultar em paradas de operação e problemas de segurança. Vamos explorar os principais aspectos dessa missão ingrata e como a Liconic pode simplificar todo esse processo para você.
1. Manutenção Preventiva: O Primeiro Passo
A manutenção preventiva é essencial para evitar falhas catastróficas em geradores a diesel. Isso inclui verificar níveis de óleo e combustível, ajustar a tensão das correias, inspecionar velas de ignição e realizar outras tarefas básicas de manutenção. Qualquer falha nessa etapa pode levar a problemas sérios. Mas, claro, a Liconic está aqui para garantir que você não precise lidar com esse aborrecimento todo.
2. Manutenção Preditiva: Porque Quem Não Gosta de Surpresas?
Se você acha que a manutenção preventiva é suficiente, pense novamente. A manutenção preditiva envolve monitorar constantemente o equipamento para detectar problemas antes que se tornem críticos. Usar câmeras térmicas e sensores para monitoramento pode parecer coisa de filme, mas é essencial para identificar problemas antes que eles se tornem críticos. Ou, você sabe, você pode simplesmente deixar a Liconic cuidar disso e evitar surpresas desagradáveis.
3. Manutenção Corretiva: Quando as Coisas Dão Errado… e Elas Dão
Vamos ser realistas, as coisas eventualmente dão errado. A manutenção corretiva é necessária quando peças desgastadas ou danificadas precisam ser substituídas. Desde filtros de óleo até motores de partida, qualquer falha pode ser um desastre. Mas, por que se preocupar? A Liconic pode lidar com isso para você, garantindo que tudo funcione perfeitamente.
4. Manutenção de Sistemas Auxiliares: Porque Mais é Sempre Melhor
Além do próprio gerador, sistemas auxiliares como o Quadro de Transferência Automática (QTA) também precisam de manutenção. O QTA é responsável por ativar o gerador quando a energia da rede falha, e manter este sistema em boas condições é crucial. A Liconic oferece soluções completas para garantir que você nunca tenha que lidar com esses detalhes técnicos complexos.
5. Frequências de Manutenção: Mantendo Tudo em Dia
Agora, vamos falar sobre o que realmente precisa ser feito para manter um gerador em perfeito funcionamento. Abaixo estão algumas das principais atividades de manutenção que devem ser realizadas em diferentes intervalos:
Manutenção Diária
A Solução Liconic: Porque Você Não Precisa de Mais Dores de Cabeça
No final das contas, a manutenção de geradores é uma tarefa complexa e cansativa que ninguém quer enfrentar. Com uma lista extensa de tarefas que vão desde a inspeção geral até a manutenção de sistemas auxiliares e substituição de componentes desgastados, o processo pode ser avassalador. Felizmente, a Liconic oferece serviços de manutenção completos que tiram de seus ombros o peso dessas tarefas. Desde a inspeção regular até os reparos emergenciais, a Liconic cuida de tudo para que você possa se concentrar no que realmente importa para o seu negócio.
Quer se livrar dessas dores de cabeça? Deixe a Liconic cuidar do seu gerador e aproveite a tranquilidade de saber que seu equipamento está em boas mãos. Entre em contato conosco hoje mesmo!
Postado por: João ‘Jovis’ Arruda – CEO
A locação não apenas facilita o acesso a equipamentos modernos e confiáveis, mas também oferece uma solução financeiramente inteligente e flexível. Se o objetivo é otimizar custos e manter sua operação ágil e eficiente, alugar é, sem dúvida, a melhor escolha. Explore as opções da Assinatura Verde da Liconic Technology e descubra como nossos Ecogeradores® a etanol podem transformar a gestão de energia do seu negócio.
Quando se trata de adquirir equipamentos essenciais para a operação de uma empresa, a decisão entre alugar ou comprar pode impactar significativamente as finanças e a eficiência operacional. A compra de um equipamento como este esconde custos recorrentes que a maioria das pessoas desconhece. A aquisição de um gerador está atrelado a gastos fixos de manutenção, combustível, peças de reposição e inspeções preventivas que são desconsideradas nos cálculos na hora de decidir entre comprar ou alugar um gerador. A locação de equipamentos oferece vantagens claras que fazem desta opção a melhor escolha para muitos negócios, pois na assinatura verde existe o pagamento recorrente do mesmo modo que na compra do gerador, mas com toda a parte de manutenção, instalação, peças e suporte 24 horas inclusos.
1. Diluição do Investimento
Ao alugar, o valor é diluído ao longo do contrato, permitindo uma melhor gestão do fluxo de caixa. Diferente da compra, que exige uma grande despesa inicial ou financiamento, a locação evita a descapitalização imediata. A Liconic busca a solução completa para o cliente, sempre focada na resolução do problema de maneira eficiente e utilizando os recursos com equilíbrio..
2. Disponibilidade Imediata
A locação garante a disponibilidade imediata do equipamento, sujeito apenas a uma rápida avaliação. Isso elimina os longos prazos de entrega impostos pelos fabricantes, comuns em compras.
3. Despesas Iniciais Reduzidas
Os custos com instalação, acessórios e transporte já estão inclusos no pacote da locação, reduzindo a pressão sobre o orçamento inicial da empresa. Em comparação, a compra exige que todas essas despesas sejam cobertas de uma só vez.
4. Manutenção Inclusa
Na locação já está presente o plano de manutenção 4.0 que oferece manutenções preventivas, corretivas e a substituição, sem custos adicionais. Já na compra, esses serviços precisam ser terceirizados ou contratados à parte, aumentando as despesas e preocupações relacionadas com a saúde do seu equipamento e todas as peças que precisam ser substituídas.
5. Garantia Contínua
Enquanto na compra a garantia tem um prazo limitado, na locação a garantia se estende durante todo o período do contrato, proporcionando maior segurança e tranquilidade para o usuário.
6. Suporte Técnico Imediato
A locação oferece suporte técnico disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, para emergências. Isso garante que sua operação não seja interrompida por falhas inesperadas. No caso da compra, o serviço de assistência é algo que precisa ser contratado à parte e é um custo adicional na contabilidade do cliente que opta por adquirir o equipamento.
7. Flexibilidade Contratual
A locação permite flexibilidade contratual, possibilitando a troca ou a adequação do equipamento conforme as necessidades do negócio mudam. Pois, existem atualizações periódicas da tecnologia do equipamento, garantindo que as pessoas que querem tranquilidade na locação sempre tenham o equipamento mais avançado. Na compra, qualquer alteração na demanda geralmente implica na aquisição de um novo equipamento, gerando custos adicionais.
8. Isenção de Depreciação
Por fim, ao alugar, o locatário não precisa se preocupar com a depreciação do equipamento. Ao contrário da compra, onde a perda de valor é inevitável e pode impactar negativamente o retorno sobre o investimento.
A locação não apenas facilita o acesso a Ecogeradores modernos e confiáveis, mas também oferece uma solução financeiramente inteligente e flexível. Se o objetivo é otimizar custos e manter sua operação ágil e eficiente, alugar é, sem dúvida, a melhor escolha
Tabela de comparação de custos entre alugar e comprar:
Aquisição:
Custa aproximadamente 11 mil reais a mais comprar um gerador a diesel do que alugar um Ecogerador® a Etanol.
Agora você deve estar pensando “mas o ponto de equilíbrio é em 26 meses, ou seja, depois desse prazo o investimento no equipamento se paga”, é aí que você se engana, pois existem outros custos não considerados na manutenção, como reforma de tanque ou até mesmo recondicionamento de componentes interno que podem chegar a até R$10.000, resultado de condições climáticas adversas, ou de faltas de manutenção.
Esses custos podem ocorrer a cada 3 ou 5 anos e normalmente surpreendem a pessoa que comprou o gerador a diesel. Além dos custos apresentados, existem os momentos em que o gerador para de funcionar e o responsável deve chamar a assistência técnica às pressas, o que gera enorme transtorno tanto para quem é responsável pelo equipamento quanto para quem depende dele. A locação livrar você desse tipo de situação, pois mesmo o ponto de equilíbrio sendo de 26 meses a paz e a tranquilidade permanecem intactas.
Se você está em dúvida se alugar é melhor do que comprar, a Liconic Technology oferece a resposta para você. Com a Assinatura do Ecogerador® a Etanol, você pode garantir energia confiável e sustentável para seu condomínio, sem complicações ou grandes reformas. Nossa equipe está pronta para ajudar a adaptar essa tecnologia ao seu espaço, proporcionando tranquilidade e eficiência para todos os moradores.
Entre em contato conosco hoje mesmo e descubra como o Ecogerador a etanol pode transformar a gestão de energia do seu condomínio.
Hidrogênio verde só é “verde” com energia firme. No Brasil, o etanol pode destravar escala e reduzir custo/risco dos projetos de H₂V, garantindo operação 24/7, estabilidade e competitividade.
O hidrogênio precisa de energia verde. Seria o etanol o recurso chave para auxiliar na viabilização em escala dessa produção?
Produzir hidrogênio verde parece ser a promessa mais limpa da transição energética global — e de fato, é um dos caminhos mais discutidos mundialmente para zerar as emissões de carbono em setores industriais pesados como siderurgia, fertilizantes e transporte marítimo. Estima-se que o hidrogênio poderá representar até 10% da matriz energética global até 2050 (IEA), com demanda potencial superior a 600 milhões de toneladas/ano.
No entanto, o desafio de viabilizar essa promessa vai muito além da tecnologia de eletrólise: o processo é extremamente intensivo em energia, e o custo de produção do H₂ verde ainda é até 5x maior que o do hidrogênio cinza (produzido a partir de gás natural). Isso ocorre porque o insumo mais importante do H₂ verde — a eletricidade renovável — precisa ser limpa, barata e constante.
O paradoxo da energia limpa
A eletrólise da água consome cerca de 50–55 kWh por quilo de hidrogênio produzido. Para um projeto médio de 100 toneladas por dia, isso significa algo como 5.000 MWh/dia, o equivalente ao consumo elétrico de uma cidade de 300 mil habitantes.
Quando essa energia vem de fontes fósseis como carvão ou diesel, o “hidrogênio verde” perde sua principal virtude. E se for baseada em solar ou eólica, entra o problema da intermitência: variações de geração ao longo do dia e das estações, que afetam diretamente a estabilidade e a previsibilidade da produção.
Segundo estudo da BloombergNEF, mais de 80% dos projetos de H₂ verde planejados globalmente ainda não têm garantias de fornecimento firme de energia limpa. Isso limita sua competitividade e escalabilidade.
Etanol: o coringa da transição
É aqui que entra o etanol. Com mais de 30 bilhões de litros produzidos em 2023 no Brasil, ele já conta com infraestrutura de distribuição em todo o território nacional. Além disso, tem potencial de expansão enorme, com ganhos de produtividade agrícola e industrial, e é um ativo estratégico para garantir energia firme e sustentável.
Etanol como energia para plantas de H₂V
Energia verde on-demand: ao contrário de fontes intermitentes como solar e eólica, o etanol permite geração elétrica contínua e controlada, com operação 24/7. Essa característica é essencial para manter a produção de H₂ estável e previsível, especialmente em projetos que exigem milhares de MWh por dia. Um sistema baseado em etanol pode garantir firmeza energética a custos competitivos, algo que solar e eólica, sozinhas, não conseguem assegurar.
Larga distribuição nacional: o Brasil possui mais de 350 unidades produtoras de etanol distribuídas em todos os estados com presença agroindustrial. São mais de 50 mil km de dutos, rodovias e malhas logísticas adaptadas ao transporte de biocombustíveis, o que garante acesso rápido e contínuo ao insumo energético em qualquer região. Essa infraestrutura é um diferencial estratégico em comparação com países que ainda dependem de importações ou estruturas incipientes.
Soberania nacional de preço: o etanol é um combustível nacional, renovável e com ciclo de produção anual, o que reduz drasticamente sua exposição a choques externos de preço como os observados com petróleo e gás natural. De 2020 a 2023, enquanto o preço do barril do petróleo oscilou mais de 180%, o etanol brasileiro manteve uma estabilidade dentro de uma faixa de R$ 2,80 a R$ 4,50/L. Essa previsibilidade permite uma modelagem financeira mais segura para projetos de longo prazo.
O etanol não concorre com a energia solar e eólica — ele as complementa. Sua função é garantir a energia firme necessária para que plantas de H₂ operem com eficiência, independentemente das variações climáticas, viabilizando um modelo energético verdadeiramente sustentável e escalável. Além disso, o governo brasileiro tem demonstrado um comprometimento estratégico com o fortalecimento da cadeia do etanol por meio de programas como o Renovabio, que cria mecanismos de incentivo à produção de biocombustíveis com menor impacto de carbono, e outros projetos setoriais voltados à eletrificação via biocombustível. Isso mostra que o etanol não é apenas uma alternativa, mas uma peça-chave na política energética nacional para impulsionar a transição energética de forma soberana e com maior valor agregado ao agroindustrial brasileiro.
A energia que a planta de H₂ precisa
O Brasil precisará de dezenas de plantas de hidrogênio verde para atender tanto à demanda interna quanto ao mercado de exportação. Para se ter uma ideia, um projeto como o da Enegix no Ceará planeja produzir até 600 mil toneladas de hidrogênio/ano, o que exigirá mais de 3 GW de energia elétrica renovável. Com a expansão da economia do hidrogênio, espera-se que o país possa atingir uma capacidade combinada superior a 50 GW em projetos futuros até 2040, segundo projeções do Ministério de Minas e Energia.
Esse hidrogênio poderá também ser convertido em amônia verde, através do tradicional processo Haber-Bosch, que combina hidrogênio e nitrogênio atmosférico. A produção de amônia verde é ainda mais estratégica para o Brasil pois 80% do consumo nacional de amônia está ligado à produção de fertilizantes agrícolas, um dos pilares da balança comercial do país. Atualmente, o Brasil importa mais de 85% da amônia que consome, e essa dependência pode ser revertida com investimentos em plantas nacionais alimentadas por H₂ verde.
O processo Haber-Bosch é extremamente intensivo em energia, podendo consumir de 8 a 12 MWh por tonelada de amônia produzida. Assim, a demanda por eletricidade se torna ainda mais crítica e coloca pressão sobre a necessidade de fontes energéticas firmes, limpas e economicamente viáveis.
Nesse contexto, ao integrar ecogeradores a etanol como fonte complementar de energia, é possível manter a produção ativa mesmo em momentos de baixa geração solar ou eólica, como à noite ou em períodos de estiagem de vento. Isso não apenas melhora o desempenho operacional da planta, como também reduz o custo nivelado de produção (LCOH), além de viabilizar o funcionamento contínuo da cadeia amônia-fertilizantes-agroexportações.
Com sua combinação única de espaço territorial, matriz renovável robusta e biocombustível disponível em larga escala, o Brasil tem tudo para se tornar potência mundial no fornecimento de hidrogênio e amônia verdes. Faltava apenas resolver a questão da intermitência energética. Agora, com o etanol assumindo protagonismo como fonte de energia verde on-demand, essa equação finalmente se fecha.
O papel da Liconic
A Liconic está liderando um movimento estratégico para criar a base energética que sustentará essa nova economia do hidrogênio. Estamos desenvolvendo uma nova geração de Ecogeradores a etanol de até 500kW, modulares, silenciosos e inteligentes, que podem operar em conjunto para atingir até 5MW de potência em paralelismo.
Mais do que equipamentos, estamos formando uma rede de parceiros que viabiliza escala e excelência em todas as etapas: desde a motorização até a telemetria e integração elétrica. Estamos conectando os setores de manufatura avançada, energia renovável, motores industriais e automação para criar a solução mais completa do mercado em energia verde firme para aplicações críticas.
Esse ecossistema nos posiciona como um dos poucos players capazes de entregar, em qualquer lugar do Brasil, uma planta de geração elétrica sustentável, contínua e adaptável à demanda, conectada à lógica da produção de hidrogênio e amônia verde.
O hidrogênio verde é, sem dúvida, uma peça central no futuro da energia mundial. Mas ele não se constrói sozinho. Precisamos de inteligência energética, de fontes complementares, e principalmente de soluções realistas que combinem sustentabilidade com confiabilidade operacional.
O etanol é esse vetor. E a Liconic está construindo o caminho para que o Brasil seja líder global não apenas na produção de biocombustíveis, mas também na entrega de energia verde onde ela mais importa.
– Por: João ‘Jovis’ Arruda (CEO – Liconic Technology)